Meu processo de auto-conhecimento. Um resumo do que já descobri sobre mim mesma:
Sou difícil, geniosa; sou inconveniente, carente, ciumenta e possessiva. Sou também apaixonada, frenética, intensa. Sou mais altruísta que egoísta. Sou boba. Preciso de atenção o tempo todo. Quero mudar o mundo, quero ter um milhão de amigos, quero ficar sozinha. Preciso de quem não precisa de mim. Me afasto de quem precisa de mim por achar que não preciso deles. Ajudo completos estranhos mas não penso em me ajudar. Tenho preguiça, sou hiperativa. Sou dramática, exagerada. Presto atenção em detalhes que ninguém mais vê. Entendo o que ninguém mais entende. Gosto do alternativo, do incomum. Me apaixono por pessoas todos os dias. Sou sincera, sou honesta – não comigo mesma; eu minto pro meu organismo.
26 novembro, 2010
Vontade de escrever não passa
Sei que li, não sei onde, um alguém que sabiamente escreveu que vontade de escrever não passa. Nem de ler. Nem de saber. O encanto da palavra me envolve, me aquece, me conforta; depois me apavora. Me apavora porque ao mesmo tempo que a paixão arde no peito, tenho medo das consequencias. Tenho medo de palavras, das minhas palavras. Da revelação que elas podem trazer.
Mas vontade de escrever não passa – e é por isso que voltei.
Outra pessoa sábia (dessa me lembro bem), vez me disse que problema não foi feito pra resolver. Que a pedra no sapato dói, machuca, incomoda. Mas o alívio de tirar ela dali não é maior que a saudade da danada apertando o pé; ferindo a pele e se fazendo presente a cada instante. Criei amor a minha pedra e dela não largo mais. Afinal de contas, pra onde mais posso fugir?
Sou taurina, ciumentíssima. Ai de quem quiser tirar a minha pedra do sapato. Resolver meus problemas pra mim? Quem é você pra mexer nas minhas gavetas, revelar meus segredos, jogar fora minhas angústias? A pedra é minha, o problema é meu – e de mais ninguém. Ouviu? PROBLEMA MEU – que eu já me apeguei e não quero resolver.
Mas não é por todo esse apego que ele não machuca, não arde, não dói. Aquele aperto no peito não passa. É como aquela história de amor que acabou e ficou pra trás. A chama fica sempre acesa, mesmo que sob a máscara de outro sentimento.
Me resta saber cuidar direitinho da pedra. Fazer com que sejamos amigas e não rivais. Que a relação seja saudável e equilibrada. Eu não posso tomar contas dos meus problemas nem deixar eles tomarem conta de mim.
Tá vendo, Thiago? Aprendi direitinho.
Mas vontade de escrever não passa – e é por isso que voltei.
Outra pessoa sábia (dessa me lembro bem), vez me disse que problema não foi feito pra resolver. Que a pedra no sapato dói, machuca, incomoda. Mas o alívio de tirar ela dali não é maior que a saudade da danada apertando o pé; ferindo a pele e se fazendo presente a cada instante. Criei amor a minha pedra e dela não largo mais. Afinal de contas, pra onde mais posso fugir?
Sou taurina, ciumentíssima. Ai de quem quiser tirar a minha pedra do sapato. Resolver meus problemas pra mim? Quem é você pra mexer nas minhas gavetas, revelar meus segredos, jogar fora minhas angústias? A pedra é minha, o problema é meu – e de mais ninguém. Ouviu? PROBLEMA MEU – que eu já me apeguei e não quero resolver.
Mas não é por todo esse apego que ele não machuca, não arde, não dói. Aquele aperto no peito não passa. É como aquela história de amor que acabou e ficou pra trás. A chama fica sempre acesa, mesmo que sob a máscara de outro sentimento.
Me resta saber cuidar direitinho da pedra. Fazer com que sejamos amigas e não rivais. Que a relação seja saudável e equilibrada. Eu não posso tomar contas dos meus problemas nem deixar eles tomarem conta de mim.
Tá vendo, Thiago? Aprendi direitinho.
A vida tem dessas coisas
Alguns momentos são muito intensos e coisas muito boas e muito ruins acontecem em sucessão. Refletimos, refletimos mais um pouco. Nos abalamos, abstraímos. “A vida tem dessas coisas”, sempre dizem. Mas ninguém deixa de se espantar quando os altos e baixos estão tão próximos que podem se tocar. Pelo menos, eu me espanto. E reflito. E me abalo. E abstraio. Porque a vida tem dessas coisas.
É impressionante como você conhece pessoas incríveis e se apaixona por elas, afasta pessoas incríveis por ser apaixonada por elas e quase morre por sonhar com a possibilidade de perder pessoas incríveis pelas quais você é apaixonada em um curto espaço de.. três dias?
Eu sou assim. Intensidade é o meu trunfo e minha perdição. É o que me constrói e também o que me corrói. Contradições… Mas a vida tem dessas coisas.
Não dá pra escolher o que te faz feliz ou triste, o que te faz bem ou mal, o que você vai amar ou odiar. Tudo são acasos. Mas, né? A vida tem dessas coisas.
Lidar com sentimentos – nossos e de outras pessoas – é uma viagem escura e sem destino. São tantas variáveis que os comandam que meus dedos não são capazes de contar. Mas não temos a possibilidade de fugir dessa tarefa. Afinal, a vida tem dessas coisas.
Nos resta refletir, nos abalar e abstrair. Porque quer saber? A vida tem dessas coisas.
(Texto de Março/2010 originalmente publicado em weekendkid.com.br)
É impressionante como você conhece pessoas incríveis e se apaixona por elas, afasta pessoas incríveis por ser apaixonada por elas e quase morre por sonhar com a possibilidade de perder pessoas incríveis pelas quais você é apaixonada em um curto espaço de.. três dias?
Eu sou assim. Intensidade é o meu trunfo e minha perdição. É o que me constrói e também o que me corrói. Contradições… Mas a vida tem dessas coisas.
Não dá pra escolher o que te faz feliz ou triste, o que te faz bem ou mal, o que você vai amar ou odiar. Tudo são acasos. Mas, né? A vida tem dessas coisas.
Lidar com sentimentos – nossos e de outras pessoas – é uma viagem escura e sem destino. São tantas variáveis que os comandam que meus dedos não são capazes de contar. Mas não temos a possibilidade de fugir dessa tarefa. Afinal, a vida tem dessas coisas.
Nos resta refletir, nos abalar e abstrair. Porque quer saber? A vida tem dessas coisas.
(Texto de Março/2010 originalmente publicado em weekendkid.com.br)
Rotina
O que foi, tá passando mal? Bom dia! Oi, linda. Aqui, já fez o trabalho? Até agora você não conseguiu concentrar no exercício. Me entrega depois, na aula, agora não. Tá pondo a matéria em dia, menina? Isso mesmo. Ai, desconcentrei aquele hora. Ele não tem nada de comum MESMO. Que bom ver você feliz. Todo mundo do UNCED é retardado por causa da Déborah. Tá bom, mas tá sem final. Seja mais humilde. Você não tem preferência coisa nenhuma! É porque eu tõ feliz. Lê aí pra gente. Eu fico numa posição delicada, entende? Não me bate! Preciso de férias. Tô desanimado até de trabalhar. Tudo bem, é promessa. Tira esse braço daqui! Vai jogar! Sai daí! Tõ com dor de cabeça. Ela tá com dor de cabeça. Quero ver você bonita amanhã. Perdi a paciência. Não sei o que escrever. Tô fudida, não tõ? Nossa, não fiz nada disso! Tô te esperando lá em cima. Ai, mas eu tenho vontade de dar na cara daquela vagabunda. O que será que ele tá fazendo dentro da sala esse tempo todo? Vou ligar, espera aí. Tá ótimo, só arruma esse pedaço aqui. Eu adoro ir lá, calma que eu vou com você um dia. Deixa eu ir. Tava roxa de fome. Você tá perdendo muito sua dignidade. Não gosto dela, acho ela falsa. Ela é a mais verdadeira, a outra que é falsa. Deixa que eu pego a batata. A tia dele é professora? TÔ CHOCADA! Vamos comigo ali? Dá pra esperar até 14h? É mesmo, não gosto de ninguém. Deixa eu ir. Vocês vão esperar aqui? Ó, tem mesa ali. Não aponta esse dedo pra mim não. É, o dela é o mais redondinho, bonitinho, perfeitinho. HAHAHAHAHAHA. Cada vez ela fala uma coisa. Já vai subir? Tem gente que não vale a pena. Não, eu fiz coisa errada três vezes. Foi assim… Ai, ai. Tirem as coisas da mesa. Foi bem? Vai no banheiro comigo? Vou sair. O que você respondeu? Não acredito! Tô chegando. Cadê você?
As coisas que me disseram hoje.
(Texto de Outubro/2009 originalmente publicado em weekendkid.com.br)
As coisas que me disseram hoje.
(Texto de Outubro/2009 originalmente publicado em weekendkid.com.br)
Satisfação Desnecessária
Revolução. Nada é mais como era há apenas um minuto – transformações contínuas. Touro, signo da terra. A necessidade pelo estável, sólido, concreto é inerente e por isso, a dor é companheira da mudança.
Nesse novo caminho perdi muitas coisas. Perdi mais do que ganhei, mas não me arrependo de nada. Não digo que estou feliz, mas satisfeita. Me livrei dos meus velhos demônios e já estou à espera do próximo caos. Uns dizem que houve fuga, subterfúgios. Não acredito. Para ser vencida, uma batalha não precisa de sangue e corpos ao chão. Não houve ataques, não houve confronto. Apenas as mágoas veladas que já pairavam na atmosfera há algum tempo. Recuei as tropas, fiz a contagem dos homens perdidos; estou de luto esperando que o tempo faça o seu trabalho e cicatrize as feridas. Do corpo e da alma.
É verdade que sentirei falta dos tempos de luz, das brincadeiras, das risadas, do amor. É claro que sentirei. É humano. Mas seria muita pretensão tentar (novamente) recriar tudo. Não existe mais espaço. Cada um traçou seu caminho e esse é o meu. E, por mais que deseje o contrário, sempre soube que meu caminho seria solitário e sombrio, construído apenas de lembranças. É hora de encarar os fatos e aceitá-los. Não posso deixar a dor que me consome consumir os que amo (e eternamente vou amar). É esse meu motivo, o principal e o único motivo. Não acreditem nos ventos que soprarem outras melodias. Não guardo mágoas, simplesmente não posso mais continuar aqui.
(Texto de Outubro/2009 originalmente publicado em weekendkid.com.br)
Nesse novo caminho perdi muitas coisas. Perdi mais do que ganhei, mas não me arrependo de nada. Não digo que estou feliz, mas satisfeita. Me livrei dos meus velhos demônios e já estou à espera do próximo caos. Uns dizem que houve fuga, subterfúgios. Não acredito. Para ser vencida, uma batalha não precisa de sangue e corpos ao chão. Não houve ataques, não houve confronto. Apenas as mágoas veladas que já pairavam na atmosfera há algum tempo. Recuei as tropas, fiz a contagem dos homens perdidos; estou de luto esperando que o tempo faça o seu trabalho e cicatrize as feridas. Do corpo e da alma.
É verdade que sentirei falta dos tempos de luz, das brincadeiras, das risadas, do amor. É claro que sentirei. É humano. Mas seria muita pretensão tentar (novamente) recriar tudo. Não existe mais espaço. Cada um traçou seu caminho e esse é o meu. E, por mais que deseje o contrário, sempre soube que meu caminho seria solitário e sombrio, construído apenas de lembranças. É hora de encarar os fatos e aceitá-los. Não posso deixar a dor que me consome consumir os que amo (e eternamente vou amar). É esse meu motivo, o principal e o único motivo. Não acreditem nos ventos que soprarem outras melodias. Não guardo mágoas, simplesmente não posso mais continuar aqui.
(Texto de Outubro/2009 originalmente publicado em weekendkid.com.br)
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